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E se o seu principal objetivo fosse... DESACELERAR?

 

 

Atualmente vivemos um em mundo onde todos estão presos ao modo acelerado, em fazer mais com menos tempo, em dar conta de tudo e atenção para todos, em se desdobrar para atender as demandas do trabalho, da família, dos amigos e as suas próprias. O dia a dia parece uma corrida contra o relógio. Estamos tão focados em correr e completamente inseridos em uma cultura de velocidade que frequentemente não nos damos conta dos estragos que esse estilo de vida nos causa na saúde, na dieta, no trabalho, nos relacionamentos, no meio ambiente e na nossa comunidade e algumas vezes um "chamado" é necessário para acordarmos, para nos fazer ver o que estamos fazendo da nossa vida: Vivendo a vida rapidamente ao invés de plenamente...  e infelizmente, na maioria das vezes, este chamado vem em forma de uma doença. Uma depressão, um burnout, uma síndrome emocional para nos tentar fazer acordar e começar a viver de outra forma.

 

Talvez a primeira reflexão que deva ser feita é como nos relacionamos com o tempo. No ocidente, ao invés de pensarmos no tempo de forma cíclica, que se renova a cada dia, pensamos de forma linear, onde temos que usar o tempo da melhor forma possível ou ele se dissipará. Isso cria uma sensação de escassez e que é preciso correr para aproveitar o que ainda temos. Porém é possível se libertar dessa forma de pensar e de viver. Existe um movimento global na direção contrária, que não considera que fazer mais rápido é sempre fazer melhor e que quanto mais ocupado estivermos, melhor viveremos. Existem pessoas que já internalizaram este conceito sem precisar de uma doença para alertá-los de que é possível fazer diferente. Elas estão indo mais devagar por opção, e descobrindo que assim, indo mais devagar, elas estão fazendo tudo melhor: elas comem melhor, elas amam melhor, se exercitam melhor, trabalham melhor e vivem melhor. Esse movimento se chama Slow Movement!

 

A primeira faísca nessa direção começou nos anos 80 quando Carlo Petrini, um ativista político e colunista de culinária, iniciou um movimento para impedir a inauguração de um McDonalds na Piazza di Spagna em Roma; o que deu origem ao movimento Slow Food.

 

A ideia era resgatar conceitos da alimentação saudável e por prazer, pautada na simples mensagem de termos mais prazer e mais saúde, cozinhando de forma mais lenta, comprando do produtor local, aproveitando as refeições com as pessoas amadas, nos organizando e nos conectando com a comida. O movimento ganhou grandes proporções com  muitos dos melhores restaurantes do mundo usando essa bandeira. O Slow (Sustentável, Local, Orgânico e Inteiro - Whole em inglês) food hoje tem mais de 100.000 membros em mais de 50 países.

 

O segundo passo veio através do CittaSlow, oriundo do movimento Slow Food criado em 1999 com sede em Orvieto, na Itália e que hoje conta com 252 cidades que seguem as "regras" do conceito, que visa melhorar a qualidade de vida nas cidades diminuindo o ritmo geral, especialmente relacionados com o uso de espaços na cidade e o fluxo do tráfego. O slogan da Cittaslow é: cidades onde viver é bom! Simples assim! Quando uma cidade se torna oficialmente uma cidade slow, é mais uma declaração filosófica para o mundo e para os seus habitantes de que essa cidade acredita que a desaceleração tem um papel importante no século 21.

 

Outras vertentes já possuem sua modalidade slow há muito mais tempo. Por exemplo, formas alternativas de medicina também estão conectadas com esse conceito, pois na medicina ocidental tenta-se dar soluções rápidas para os problemas de saúde com mais e mais cirurgias e consertos pontuais enquanto que a  forma mais holística, gentil e lenta de cura vem da medicina oriental que é milenar. Nesta modalidade, o médico atua como um direcionador, um guia dando orientações e auxílio para que o corpo se cure sozinho, um jardineiro cuidando da biodiversidade do jardim. Claro que a medicina ocidental ajudou muito em casos extremos de infecções, acidentes e doenças severas como o câncer, porém uma grande parte das doenças podem ser tratadas e curadas de uma forma mais tênue, menos invasiva e mais estrutural, pois não cura-se somente a parte que foi danificada, mas reequilibra-se todo o organismo.

 

Já avaliando economias mundiais, observa-se também que é possível um país ser muito bem desenvolvido com uma média muito menor de horas trabalhadas na semana se comparado aos Estados Unidos por exemplo. Países nórdicos como Suécia, Finlândia e Noruega estão entre as economias mais desenvolvidas do mundo e seus habitantes possuem um equilíbrio trabalho - vida pessoal muito melhor que seus colegas de ranking. Pessoas relatam que a qualidade de vida delas aumenta quando elas trabalham menos, e também, que sua produtividade por hora aumenta, resultando em ganho de produtividade e aceleração da economia.

 

As empresas também começaram a entender que é necessário dar tempo aos funcionários, para ter um almoço mais longo, para estar com a família em horário decente durante a semana, para desligar os celulares e computadores no fim de semana e terem um tempo para entrar no modo de criatividade e prazer e como consequência a solução dos problemas na segunda acontecerá de forma mais dinâmica e orgânica. Grandes companhias de tecnologia como a Google por exemplo têm movimentos nesta direção já há bastante tempo.

 

As crianças e adolescentes também merecem atenção aqui, pois a quantidade de lição de casa, atividades extracurriculares e aprendizado de idiomas tem feito com que elas não possam ser simplesmente crianças, daquelas que brincam na rua e voltam sujas para casa. Aqui o apelo é para os pais, pois na geração anterior a essa, não seria concebível atolar as crianças com tantas atividades.

 

Menos pode ser mais! Menos, neste caso, é mais! Os jovens adultos estão indo para as universidades de elite mais preparados do ponto de vista técnico, com ótimas notas, porém sem capacidade criativa, de resolução de problemas, sem um propósito de vida, sem um sonho, sem uma vontade maior de ser ou fazer alguma coisa pois eles não têm nem tempo para pensar. A questão é tão séria que há alguns anos atrás a diretoria de Harvard escreveu uma carta aos seus novos estudantes pedindo para que eles DESACELERASSEM e assim, pudessem tirar mais proveito de estudar em Harvard fazendo menos. O nome dessa carta é SLOW DOWN, não por acaso!

 

Reflita sobre essa questão, talvez o grande aprendizado da vida seja viver em harmonia com tudo que te rodeia, conseguir equilibrar as áreas da vida e não tentar sempre fazer mais e mais e mais!

 

No próximo artigo traremos formas para você tentar aplicar esse conceito e levar uma vida mais leve e mais feliz.

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